Continuo morando em Mantova. Não deu certo minha mudança para Milão. Ainda não estou trabalhando, portanto continuo em regime de contenção de gastos.
A biblioteca que eu usava internet de graça está fechada por todo mês de agosto por causa das férias, assim como todo o resto da Itália.
Sendo assim, tenho menos tempo ainda para postar. Como são muitas histórias, não tenho tempo de escrever um texto só. Farei então “capítulos”, assim vou postando histórias aos pouquinhos com começo, meio e fim.
PRIMEIRO DIA EM MILÃO
Cheguei em Milão por volta das 11h30 na quinta feira. O vôo do meu primo chegaria logo cedo e ele deveria me encontrar na Estação Central de Milão. Eu não tinha como ligar para ele pois seu celular era da Espanha.
Depois de muita espera, fui ao Cyber Café pra mandar um e-mail pra ele. Talvez se ele não estivesse conseguindo me ligar, poderia pensar igual a mim e tentar usar a internet. Mas logo depois que eu coloquei aquele post, ele me ligou e conseguimos nos encontrar.
Ele está muito diferente, até mesmo fisicamente. Mas continua doido e supereconomista como sempre.
A primeira missão era achar hostel no qual havia feito reserva. O grande problema eram nossas pesadas malas (elas serão citadas muitas outras vezes).
A primeira coisa que fiz foi pegar um mapa da cidade posto de informações ao turista dentro da estação. Eu adoro mapas.
Pedi informação e descobri como chegar ao hostel. Chegando lá, por volta das 16h, nos alojamos num quarto com 10 camas, compatível com o valor de 9 euros a diária.
Quando chegamos, estavam no quarto duas francesas, duas inglesas e um japonês. Todos muito legais, mas não tivemos muito contato pois eles queriam fazer os programas deles, e não conseguíamos conversar direito devido ao nosso inglês precário.
Fomos ao mercado comprar coisas para comer, voltamos, tomamos um banho e desmaiamos na cama. Acordamos por volta das 19h. Demos uma lida no guia de Itália que eu tinha pra decidir o que fazer no dia seguinte. Com a programação feita, resolvemos passear pela cidade a pé para fazer um reconhecimento de área. Estávamos a 3km do centro, não era muito para caminhar.
Conversamos muito, conhecemos as famosas ruas da moda (Via Della Spiga e Via Montenapoleone), algumas praças e parte da galeria Vitorio Emanuelle, conhecemos uma brasileira que morava em Milão há trinta anos e nos deu várias dicas muito boas.
Voltamos para o hostel pouco depois da 00h. Todos estavam dormindo e entramos sem fazer barulho. No escuro não dava para ver, mas tinha mais gente hospedada no quarto do que quando saimos. Os conheceríamos somente no dia seguinte.